Revista Lubes em Foco
Produtor de básicos prevê escassez de grupo III.
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Diferentemente de outros agentes da indústria, a empresa coreana SK, uma das maiores produtoras de óleos básicos do mundo, prevê que, por volta de 2017, o mundo poderá ter escassez na oferta de básicos do grupo III, e, por isso, expandirá sua produção em Dumai, na Indonésia, em até 50% no próximo ano, além da produção das instalações de Cartagena, na Espanha, até outubro deste ano.

Paul Kerwin, gerente de vendas para a Europa da SK Lubricants, disse, na conferência da ICIS Base Oils & Lubricants, em Londres, no dia 20 de fevereiro, que o mundo irá ver uma escassez de óleos básicos do grupo III, por volta de 2017, particularmente, de produtos com aprovações de fabricantes de veículos para óleos lubrificantes que atendam especificações de economia de combustíveis. Essa previsão contrasta drasticamente com as expectativas de alguns especialistas do mercado, como a Kline & Co. e a SBA Consulting, ambos esperando uma super oferta de básicos de alta qualidade e baixas viscosidades, para os próximos cinco anos.

A SK espera que a demanda de básicos do grupo III exceda a 6 milhões de toneladas por ano em 2018, enquanto a oferta será menor do que 5,6 milhões de toneladas. Além disso, 90% dessa demanda será por produtos que representam 60% da capacidade das plantas, ou seja, óleos básicos de 4 e 6 centiStokes.

Para atender esse crescimento de demanda previsto, a SK investe em uma joint-venture em Dumai, na Indonésia, que aumentará sua capacidade dos atuais 10 mil barris por dia (cerca de 460 mil toneladas por ano) para 15 mil barris diários em 2015. Segundo Kerwin, a SK possui 65% da planta de Dumai, enquanto os outros 35% pertencem à empresa nacional da Indonésia, a Pertamina.

De acordo com Paul Kerwin, a planta de Dumai irá produzir também básicos do grupo III+, graças ao acesso a matérias-primas de altíssima qualidade. Esse tipo de básico não é uma categoria oficial do API ou ATIEL, e sim um grupo comercial para os produtos de Índice de Viscosidade acima de 130. “O caminho natural para o grupo III+ é se tornar uma alternativa para as polialfaolefinas (PAO) de 4 cSt. Os óleos III+ da SK também são uma alternativa viável ao básico GTL (Gas-To-Liquid), e nenhuma produção de GTL é esperada até 2020, além da planta de Pearl, da Shell no Catar, que ter reservado esse produto exclusivamente para seu uso interno”, comentou Kerwin.

Em 2015, a SK terá uma capacidade total de produção de 2,7 milhões de toneladas de básicos do grupo III. A empresa prevê que a demanda de grupo III na Europa crescerá cerca de 60%, saindo de 1,2 milhão de toneladas em 2014 para 2 milhões em 2018.

Fonte: Nancy Demarco / Lube Report