Como deverão ser chamados os futuros óleos GF-6?
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A questão de como chamar os novos óleos de motor que atendem às especificações da ILSAC GF-6, para não confundir os consumidores, continua a ser um importante tópico nas reuniões do Auto-Oil Advisory Panel, em Detroit, comitê que define novas especificações para óleos de motor, nos Estados Unidos. Existem, na verdade, dois graus, o GF-6A e o GF-6B, e há uma preocupação de todos da indústria sobre a melhor forma de designar o novo óleo.

A prática atual diz que todo óleo da série GF é identificado pelo API Certification Mark, mais conhecido por “Starburst”. A sigla GF vem de “Gasoline Fueled”, que significa movido a gasolina, e cada nova especificação usou essa marca registrada desde o advento do óleo GF-1, em 1992. Ela é encontrada na parte frontal do rótulo dos óleos de motor licenciados pelo API.

A logomarca Starsburst é exclusiva e não indica se o óleo atende ou não às especificações. Tal como nas categorias de óleos de motor do API, tanto para gasolina como para diesel, nas séries GF o óleo atual substitui o anterior, assim o GF-5 pode ser utilizado em motores mais antigos que originalmente seriam atendidos pela GF-4.

A classificação GF-6 apresenta um problema novo, já que haverá duas versões, que a indústria deverá definir e aprovar até abril de 2016. A GF-6A continuará o padrão de óleos que atendem aos mesmos graus de viscosidade e são adequados para os veículos mais antigos. Já a GF-6B, por outro lado, possui uma viscosidade HT/HS mais baixa do que foi definida para versões anteriores, e há sérias preocupações sobre a habilidade desse óleo mais leve ser compatível com motores de modelos mais antigos.

A questão agora é como designar as duas versões para identificar claramente ao consumidor qual a que é compatível com classificações anteriores, e qual pode não ser.

Dennis Bachelder do Instituto Americano de Petróleo (API) enviou aos membros do painel em Detroit uma sondagem de opinião, identificando três propostas para lidar com essa questão:

A primeira opção é simplesmente continuar com o sistema atual, com todos os produtos mostrando o Starsburst em seus rótulos, se atenderem a apenas uma especificação, GF- 6A ou GF-6B. O API Service Symbol, mais conhecido como “Donut”, e que é utilizado desde os anos 1970, continuaria a indicar a categoria API de serviço, as propriedades de conservação de energia e o grau de viscosidade SAE. As preocupações com essa opção são porque ela não asseguraria a informação de que os óleos GF-6B poderiam não atender aos motores antigos.

A segunda opção é continuar com o sistema atual apenas para os óleos GF-6A e não ter Starsburst para os óleos GF-6B. Nesse caso, o Donut poderia ser usado para designar tanto o GF-6B como as categorias API. Entretanto, o propósito do Starsburst é mostrar ao consumidor não somente o desempenho do óleo no motor, mas também os benefícios da economia de combustível. O Donut pode indicar o desempenho de “conservação de recursos” (Resource Conserving), mas tem sido criticado por ser menos claro e amigável ao consumidor do que o Starsburst.

A terceira opção é continuar com o sistema atual para os óleos GF-6A e criar uma nova marca de certificação para os GF-6B. Essa opção tem o benefício de manter o sistema atual e já familiar para GF-6A, enquanto desenvolve uma designação distinta para GF- 6B (e provavelmente para os futuros óleos também). A dificuldade é que uma nova marca irá requerer um processo educacional e pode gerar alguma confusão.

Até agora, o símbolo Donut do API tem apresentado apenas as categorias API “S” e “C”, mas um levantamento de informações mostra como ele ficaria se a série GF fosse incluída. “Um ponto a ser considerado pela indústria é o fato de que o API detém a marca registrada “Donut” para mostrar as categorias de óleo, enquanto GF não é uma categoria, e sim uma definição de nível de desempenho. Assim, se os óleos GF-6B não tiverem o Starsburst no rótulo, como na segunda opção proposta, um ideia possível seria mostrar a especificação 6B no Donut, para evitar uma aplicação errada”, lembrou Kevin Ferrick do API.

Bachelder solicitou que essa sondagem de opinião retornasse até 10 de junho para que os resultados fossem compilados e sumarizados para consideração do Auto-Oil Advisory Panel.

Fonte: Lube Report